
Não posso reclamar que não tive infância, porque eu tive e aproveitei muito. Para se ter uma noção, eu brinquei de boneca até os meus quatorze anos. Assim, quando percebi que o mundo não era tão cor de rosa quanto eu imaginava, me decepcionei e fiquei muito confusa. Me dei conta que eu já era uma mulher aos dezoito anos. Pode parecer tarde, mas acho que estou no meu tempo. Não aconteceu da noite para o dia, teve todo um processo, e, a verdade é que ainda está em fase de transição. Até eu terminar o ensino médio, estava deixando a vida me levar. Mas de repente, sem ter prestado nenhum vestibular, sem ter que retornar ao colégio e dependendo dos meus pais até para comprar uma bala, me senti perdida, sem saber o que fazer da vida. Afinal, é estranho perceber que o futuro que eu tanto planejei e imaginei, chegou, esperando atitudes e decisões. Aos poucos as coisas estão se encaixando, mas ainda tenho muitas dúvidas e receios. Sei que não sou mais uma garotinha, pois tudo isso e mais um pouco, faz parte da mulher que estou descobrindo em mim. E quer saber? Estou adorando.
E você? Quando descobriu que não era mais criança?
Texto para o Tudo de Blog
Pauta para a Revista - Edição 1081: "Quando percebi que não era mais criança"

Ps: Se tudo der certo e eu conseguir dar conta, até terça, atualizo aqui mais duas vezes. Pois é, tenho mais duas pautas para a Capricho e com assuntos muito legais! ;D
Acredito que para tudo tem um limite, até mesmo para se amar. Por isso, me amo na medida do possível. Não vou fazer aqueles discursos politicamente corretos, dizendo o quanto eu me amo e o quanto sou feliz comigo mesma, porque estarei fazendo uma propaganda enganosa de mim. Afinal, nem sempre o que eu vejo no espelho, me agrada e sei que não sou a pessoa mais linda e absoluta do mundo. Mas como tem gosto para tudo, tem quem goste de mim assim mesmo. Minha auto-estima é como uma montanha russa e consegue atingir os extremos. Ora está lá em baixo, ora está lá em cima. Mas ambas posições são frustrantes. Pois não dá para me amar demais ou me amar de menos. Auto-estima em alta, me sinto a melhor. Em baixa, me sinto a pior. Mas a verdade é que não sou a melhor e nem a pior e as duas formas de me ver são muito egocêntricas, pois só consigo enxergar a mim mesma. Desta forma, prefiro quando encontro o equilíbrio. Porque só assim, me vejo como realmente sou e posso reconhecer o meu verdadeiro lugar e os meus verdadeiros valores. Então, concerto o que dá para concertar e o que não dá para mudar, simplesmente aceito [ou não].
E com você? Como anda a sua auto-estima?
Texto para o Tudo de Blog
Pauta para o SITE: "Eu me amo (?)"

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